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O Fim do Mundo Segundo a Ciência

    O planeta Terra já presenciou inúmeros desastres no decorrer de sua história. Alguns desses desastres extinguiram boa parte dos seres vivos complexos e mudaram o caminho da evolução das espécies: Um mundo dominado por dinossauros passou a ser dominado por mamíferos. Talvez, se isso não tivesse ocorrido, um descendente de Velociraptores estivesse em meu lugar escrevendo neste blog.
    Infelizmente, o que dizimou os dinossauros acontecerá outra vez. É só uma questão de tempo. Mas, diferente dos dinos, nós tempos a capacidade de evitar que isso aconteça utilizando foguetes com armas nucleares ou outras soluções mais sutis.
    No entanto, há outras formas de o mundo ser destruído e os seres humanos serem extintos. Uma delas temos certeza de que irá acontecer e o culpado será o nosso Sol. Em um futuro distante o Sol crescerá muito de tamanho quando seu combustível (hidrogênio) estiver esgotando e transformará a Terra em um planeta parecido com Vênus (deserto, sem oceanos e extremamente quente).
Ciclo de Vida do Sol (Fonte: wikimedia.org)
    Se isso já não fosse o bastante o Sol irá explodir e destruirá a Terra gerando um belo espetáculo de cores chamado supernova:
Nebulosa Carangueijo, resultado de uma supernova. (Fonte: wikimedia.org)
    Provavelmente não estaremos mais no Sistema Solar quando isso acontecer, nossa espécie sabe dos perigos de ficar em órbita de uma estrela moribunda. É muito mais sábio mudar de estrela antes que ela se torne um perigo. Mesmo sendo uma espécie nômade, mudando de estrela para estrela quando for conveniente, não podemos escapar do destino final do Universo. Nada dura pra sempre, nem mesmo as estrelas. O Universo irá se expandir e consequentemente perder calor, as galáxias se distanciarão até não serem mais visíveis, as estrelas se apagarão e não voltarão a brilhar. O Universo será um lugar escuro e frio, cheio de buracos negros. E, se a teoria do decaimento de prótons estiver correta, os átomos decairão até desaparecerem: a matéria também morrerá. O Universo será um grande espaço vazio.

Rovers em Marte

    Marte é o planeta do sistema solar mais parecido com a Terra quando se trata de temperatura, terreno, clima e atmosfera. Isso explica o grande interesse dos cientistas no planeta vermelho, sendo o destino da maioria das sondas espaciais enviadas para outro corpo celeste.
    A primeira sonda que conseguiu pousar com segurança em Marte foi a soviética Mars 3 em 1971, mas a comunicação foi interrompida 14 segundos após o pouso. Em 1976 as sondas gêmeas americanas Viking 1 e Vinking 2 pousaram com segurança em solo marciano e retornaram uma imensa quantidade de dados.
Imagem tirada pela sonda Viking 2 do solo marciano durante o inverno.
    Ambas as sondas Viking eram estacionárias, estavam presas ao local de pouso. O primeiro rover a pousar com sucesso em Marte foi o Sojourner em 1997, a bordo da sonda americana Pathfinder. Ele tinha 65 centímetros de comprimento, 48 de largura e pesava pouco mais de 10 quilos. Continuou em funcionamento durante 86 dias marcianos.
    Após o sucesso da missão Mars Pathfinder foram enviados em 2003 os irmãos Spirit e Opportunity, dois rovers movidos a energia solar, com muitos mais instrumentos científicos que o Sojourner e bem maiores. Os dois pousaram com sucesso em Janeiro de 2004. Em 2009 o rover Spirit atolou em Marte e no ano seguinte as comunicações cessaram. Até a presente data (Outubro de 2012) o rover Opportunity continua funcionando e retornando fotos e dados de Marte. Os dois robôs nos ajudaram a descobrir que já houve muita água em estado líquido em Marte e que ainda há água congelada no subsolo.
Robô Opportunity sendo desenvolvido.

Foto tirada pelo rover Opportuniy em Marte.
    O último rover enviado com sucesso à Marte foi o Curiosity, que pousou em Marte em 2012. Movido a energia nuclear, é o maior e mais pesado de todos os outros rovers enviados a Marte. Possui o tamanho de um carro de passeio e pesa mais de 600 quilos.
Foto da cratera Gale tirada pelo rover Curiosity.
Todos os rovers enviados a Marte em tamanho real.
    O próximo rover com destino a Marte será enviado, possivelmente, pela União Europeia e a Rússia em 2018. Terá a metade do peso do Curiosity e será alimentado por energia solar.

Fotos: Wikimedia (commons.wikimedia.org)

A Terra Vista do Espaço

Iuri Gagarin
    O primeiro ser humano a ver o nosso planeta do espaço foi Iuri Gagarin. Ele foi lançado em um foguete  Vostok-K (baseado na tecnologia de foguetes da Alemanha nazista) a bordo da espaçonave Vostok em 12 de Abril de 1961 no Cosmódromo de Baikonur, na extinta União Soviética. Ao chegar ao espaço e ver a Terra pela escotilha, Iuri disse:

"A Terra é azul. Como é maravilhosa. Ela é incrível!"

    Ver o nosso planeta dessa forma é uma experiência transformadora. Não existem fronteiras artificiais separando as nações quando se olha a Terra do espaço, não é possível distinguir um único ser humano na paisagem quando se vê de tão longe, não há sinal de nossa atividade: somos demasiadamente pequenos. A coisa mais preciosa que obtemos ao ver a Terra dessa perspectiva é o conhecimento de que somos mais do que alemães, americanos e brasileiros: somos humanos. Somos uma espécie dividindo um pequeno planeta com outras 10 milhões.
    Confira uma foto e um vídeo inacreditáveis da Terra vista do espaço.
Foto da Terra tirada pela sonda Galileu.


Foto: NASA.